Sarampo é perigoso?

Vacinas salvam vidas. As imunizações protegem contra doenças que podem causar mortes.

"Olivia, minha filha mais velha, pegou sarampo aos sete anos de idade.
Como a doença seguiu seu curso habitual, lembro-me de ler para ela frequentemente na cama e não me sentir particularmente alarmada com isso. Então, certa manhã, quando ela estava no caminho da recuperação, eu estava sentada em sua cama, mostrando-lhe como modelar pequenos animais com papéis coloridos e, quando chegou a sua vez de fazer um, percebi que seus dedos e sua mente não estavam trabalhando juntos e ela não podia fazer nada.
"Você está se sentindo bem?", Perguntei a ela.
"Estou com sono", disse ela.
Em uma hora, ela estava inconsciente. Em doze horas ela estava morta."

Esse é um relato real, chocante e alarmante.


O sarampo é uma doença grave causada por vírus e altamente contagiosa. Ele é transmitida pelo ar, através da respiração de pessoas doentes, ou seja, um espirro, um beijo, uma conversa próximo de uma pessoa infectada são suficientes.


Parte das pessoas que contraem o vírus não manifestam quaisquer sintomas, o que potencializa a transmissão. Seus sintomas incluem febre, tosse, coriza, erupção cutânea e olhos vermelhos ou conjuntivite.


Além da febre, tosse, etc., existem outras complicações: infecções de ouvido em 1 em cada 10 crianças, 1 em 20 contraem pneumonia e 1 em 12 contrai diarreia. A complicação realmente séria é a encefalite aguda, uma irritação do cérebro, que pode resultar em danos cerebrais permanentes em 1 em cada 1.000 casos.


O sarampo é uma das infecções mais transmissíveis que existem. Antes das imunizações, 75% das pessoas expostas pela primeira vez foram infectadas. A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.


As pessoas não encaram com seriedade o sarampo. Também não sofro um acidente de carro toda vez que dirijo, mas isso não significa que não me protejo e uso cinto de segurança quando o faço.


O Brasil registrou nos últimos meses, 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 estados brasileiros. O aumento de 18% em relação ao último boletim divulgado (28/08) se deve a confirmação clínica de casos que estavam em investigação anteriormente. De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, entre 09 de junho a 31 de agosto de 2019, o Brasil notificou 20.292 casos, sendo 15.430 em investigação e 2.109 descartados. Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, apontou também quatro óbitos em decorrência da doença: três mortes no estado de São Paulo (duas crianças e 1 adulto); e uma no estado de Pernambuco (uma criança). Em nenhum dos quatro casos foi comprovada a imunização contra o sarampo.


Quem deve se vacinar?

  • Dose zero: Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas (dose extra).

  • Primeira dose: Crianças que completarem 12 meses (1 ano).

  • Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.


Existe tratamento?

Não há tratamento do sarampo, o repouso, alimentação saudável, hidratação e algumas medicações para atenuar os sintomas, são suficientes na maioria dos casos para a recuperação do paciente. Os doentes ou suspeitos da doença devem ser isolados, para diminuir os riscos de transmissão.


Lembre-se, a vacina é a principal forma de proteção contra o sarampo.


Dra. Noala Rodrigues

Médica Pediatra

CRM GO 15753

RQE 12438

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